Só um bocadinho
Transbordar. É possível uma palavra explicar tão bem por si só um conjuntos de outras palavras? Palavras ou sentimentos nem sei bem. Da mesma forma que substituíste os sentimentos por palavras também eu o posso fazer. Ou deveria pelo menos. A questão aqui é que me sinto completamente a transbordar e é engraçado o facto de até a primeira letra ser a mesma. Tenho reparado muito nestas pequenas coincidências da vida que parecem dar o toque e chamar-nos à atenção para certas coisas maiores que sinceramente me fazem sentir sozinha por ser a única a encontrá-las. Sozinha. Outra palavra que engloba muitas outras palavras. É fantástico isto das palavras. Tão fantástico que me conseguiu enganar tão bem e deixar-me tão em baixo. Talvez seja culpa minha, talvez tenha interpretado tudo da forma menos correta ou até da forma errada. E como qualquer outro culpado estou a pagar pelo meu erro. Cansada. Simplesmente cansada de assistir a coisas que nem me deviam dizer respeito mas que me destroem só pelas proporções que podem vir a tomar. Não achas que foi muito precipitado? Nem sei porque ainda pergunto sabendo que és tão senhor de ti próprio e com tanta capacidade de tomar a decisão certa no momento certo. Talvez tenha sido tudo pensado, talvez estejas mesmo empenhado nisso. Talvez me tenha enganado em relação a ti. Talvez. Ter uma pessoa em tão grande consideração e de repente ver como que uma fotografia mental perder o brilho dói demais. Custa muito desconhecer uma pessoa. E é isso que tem vindo a acontecer, tenho-te desconhecido. E não te sei descrever o quão mau isso é. Talvez seja por isso que diga que estou a transbordar. Sei o volume das coisas que continuam cá dentro mas daquelas que já passaram os limites já lhe perdi a conta. É demais e é de menos, tanto para ti como para mim. Respectivamente, demais a indiferença, de menos a consideração, demais a saudade, de menos absolutamente nada. Nada q devia ser tudo. O único nada aqui serias tu e admira-me a minha falta de capacidade para te transformar nisso. Não consigo entender o que há de tão diferente em ti, depois de tanto tempo, que continua a prender-me duma forma tão doentia (Doentia. Outra palavra tão bem aplicada.). Realmente só quem nos dá tudo é capaz de nos tirar tudo e tu nem pensaste duas vezes quando decidiste ter tanto uma atitude como outra. Foi tudo a 100 e tudo a 0. Mas acho que o suposto é aprender a lidar com isso. E com o facto de te ver diariamente. E com o facto de reler o que foi dito. E com o facto de pensar no que foi feito. E com o facto de ter de ir "sozinha" a uma coisa que era tão nossa. Com tantos factos. Factos que, de facto, me fazem transbordar.
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