quando somos pequenos desejamos uma barbie veterinária ou até um action man. vivemos felizes , sem preocupações e ficamos surpreendidos se um amigo nosso , pequenito , disser asneiras ou nos chamar nomes feios. fazemos birras se nos obrigarem a comer e ouvimos os nossos pais dizer , vezes e vezes sem conta , que existem crianças que desejavam estar no nosso lugar e ter apenas um bocadinho de pão para não morrerem à fome.
acabamos por crescer , e , infância para que te quero ?
esquemos as barbies , passamos aos telemóveis e computadores.
teclados qwerty , ecrãs touch ...
começamos a não conseguir distinguir verdadeiros de falsos amigos e muitas vezes sofremos à custa disso.
não queremos ser tratados por criança , envergonhamo - nos dos nossos pais , que em tempos foram o nosso orgulho.
batemos , ameaçamos e julgamos as pessoas pela aparência.
crescemos mais um bocadinho..
carros topo de gama , cargos importantes , vida equilibrada , conta recheada , marido rico e de boas famílias , contas para pagar.
sem tempo para jantaradas , tardes com os amigos , praia , campo e muitas vezes , sem tempo para a própria família.
então , aí , percebemos que deviamos ter deixado os telemóveis de lado e continuado a brincar com as barbies e os peluches porque um dia pode vir a ser tarde de mais.
e lá se vai a luz que nunca se devia ter apagado , a luz de ser criança ...

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